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O último dia em Goa

05/12/2008
É sexta-feira, dia do mercado de Mapuçá, e, não querendo perder a visita, pus-me a caminho logo de manhã na camioneta local [30 minutos, 8 rupias]. O mercado localiza-se mesmo por detrás da estação de camionagem e aqui compra-se um pouco de tudo no seio de uma grande azáfama. Não estava interessado em compras, pois queria apenas apreciar o exotismo do lugar. De modo a rentabilizar ao máximo o pouco tempo disponível, aprontei-me a tomar o pequeno-almoço num dos bares do mercado e não resisti a uma deliciosa sobremesa feita à base de coco que me foi vendida por uma simpática senhora que arranhava algum português. Não tendo havido tempo para mais nada e, na verdade, talvez houvesse pouco mais a visitar em Mapuçá, regressei à capital utilizando o mesmo tipo de transporte.
Tinha todo o interesse em ficar mais tempo em Panjim, pois não tinha ido ao Instituto Menezes Bragança, ao menos para admirar os azulejos do pátio da entrada que representam cenas de Os Lusíadas, mas, como tinha de apanhar o comboio em Margão com destino a Bombaim, só me restou recolher a bagagem no hotel e partir, na camioneta expresso para Margão [40 minutos, 22 rupias], que me levou até à Praça Central da cidade.
Achei Margão uma cidade simples e, além do centro, onde almocei porco balichão e sobremesa de bebinca no restaurante Longuinhos, na agradável companhia de um local que me falou sempre em bom português, visitei o mercado coberto quando me dirigia para a estação de comboios.
Na estação de comboios, enquanto aguardava pela vinda do comboio [2052 - JAN SHATABDI EX 14:30 – 23:20], travei conhecimento com um goês, amante da língua portuguesa. Como a conversa se animou, o tempo passou rapidamente e deu-se a chegada do comboio.
Durante a viagem conversei com um engenheiro eletrotécnico bastante jovem, natural de Goa, que trabalhava em Bombaim. Falámos de diversos assuntos e ele pareceu-me uma pessoa interessante. Aticei-o dizendo-lhe que gostaria de ver o estado de Goa como um país livre e tendo o português como uma das línguas oficiais. Não houve resposta, mas o silêncio pôde querer dizer muito. Que saibamos, o estado de Goa é o mais rico da União Indiana e, à custa do passaporte português, os indo-portugueses, e não só, do Antigo Estado da Índia, têm conseguido abarcar a União Europeia, nomeadamente o Reino Unido.

Posted by avieira67 12:02 Archived in India

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